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Oposição do Congresso Nacional se movimenta para anular decretos sobre Big Techs após recesso

Com o término do recesso parlamentar, a oposição no Congresso Nacional intensifica esforços para derrubar decretos do governo que ampliam a responsabilidade das plataformas digitais, gerando debates sobre censura e liberdade de expressão.

Por Francisco Airton Ribeiro3 min de leitura
Oposição do Congresso Nacional se movimenta para anular decretos sobre Big Techs após recesso

Após o período de recesso, marcado por discussões e estratégias nos bastidores, parlamentares de oposição no Congresso Nacional preparam-se para uma ofensiva contra decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que visam aumentar a responsabilidade das plataformas digitais sobre o conteúdo veiculado. A expectativa é que, com a retomada dos trabalhos em agosto, haja um esforço concentrado para a análise e possível derrubada desses atos normativos, vistos pela oposição como uma tentativa de censura e restrição à liberdade de expressão.

Os decretos, que entraram em vigor após um prazo de 60 dias, são alvo de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) que buscam sua invalidação. A oposição, que já vinha se articulando antes do recesso, espera agora avançar com essas propostas nas primeiras semanas de agosto. Senadores como Esperidião Amin (PP-SC) e Magno Malta (PL-ES) têm liderado o movimento, criticando a ampliação da fiscalização estatal sobre as Big Techs e o que eles consideram uma “intervenção operacional” do governo nas plataformas. Há inclusive a intenção de Alcolumbre de convocar uma sessão extraordinária durante o recesso para tratar do tema, mostrando a urgência e a relevância que o tema ganhou nos bastidores.

Um dos principais pontos de discórdia reside na atribuição de competências à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para fiscalizar e apurar infrações ao Marco Civil da Internet, além de dar poder à Advocacia-Geral da União (AGU) para notificar a remoção de publicidade enganosa. A oposição argumenta que tais medidas criam novas obrigações para as plataformas sem o devido debate legislativo e que podem gerar altos custos de conformidade, além de abrir precedente para controle estatal sobre o fluxo de informações online.

Em contraste, o governo defende a constitucionalidade dos decretos, afirmando que buscam apenas atualizar a regulamentação existente e combater crimes no ambiente digital, como o terrorismo, a exploração sexual infantil e o tráfico. João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secom, reitera que a ANPD e a AGU atuarão dentro de suas prerrogativas legais. A polarização em torno do tema promete acirrar os debates no Congresso Nacional, com a oposição buscando aliados para frear o avanço das políticas governamentais antes das próximas eleições, enquanto o governo segue firme na sua argumentação de que é preciso combater o crime no ambiente online. A população piauiense, como todo o Brasil, acompanha atenta os desdobramentos dessa pauta que pode ter amplos impactos na forma como se consome e produz informação.

#Congresso Nacional#Big Techs#Marco Civil da Internet#Liberdade de Expressão#Censura#Piauí

Redação: Francisco Airton Ribeiro

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